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Contrato de 20 anos será atendido por novo parque eólico na Bahia.

A Unigel, uma das maiores empresas químicas do País, firmou contrato de longo prazo para fornecimento de energia eólica em valor superior a R$ 1 bilhão. Em acordo com a Casa dos Ventos, uma das maiores investidoras em geração de energia a partir de fontes renováveis do País, a indústria ainda terá a opção de se tornar autoprodutora, como uma das sócias do Complexo Eólico Babilônia Sul, em fase de implantação na Bahia. O parque terá, em sua totalidade, 360 MW de potência instalada e fornecerá energia para diversas empresas.

O contrato prevê o fornecimento de energia por 20 anos, a partir de 2024. O investimento expressivo em fontes renováveis faz parte da política da Unigel de adotar práticas sustentáveis em sua cadeia produtiva, inclusive na aquisição de insumos. A energia elétrica é matéria-prima essencial para indústria química, setor que figura entre os quatro maiores consumidores do ambiente de contratação livre. A parceria firmada com a Casa dos Ventos vai evitar a emissão de quase 200 mil toneladas de CO2 por ano, o equivalente ao plantio de mais de 1 milhão de árvores.

“Cada vez mais, a Unigel está investindo em soluções sustentáveis. A parceria com a Casa dos Ventos reforça, ainda mais, nosso compromisso com a descarbonização da cadeia produtiva química e contribuição para o aumento da capacidade de geração de energia eólica no País”, diz Roberto Noronha Santos, CEO da Unigel.

O longo prazo do contrato firmado evidencia o compromisso das empresas não apenas com a descarbonização da produção de químicos, mas também com a expansão da matriz renovável. A parceria de duas décadas contribui para a
construção do novo parque, adicionando mais capacidade de geração eólica para o País.

“O momento de escassez hídrica que estamos enfrentando reforça a urgência de aumentarmos a oferta de energia por meio de fontes renováveis”, destaca Lucas Araripe, diretor de Novos Negócios da Casa dos Ventos. A energia eólica gerada no Nordeste tem batido sucessivos recordes durante o período seco, ajudando a manter a segurança de suprimento para os brasileiros.

Iniciativas como essa demonstram o protagonismo que o setor privado vem assumindo para a expansão da matriz elétrica nacional – especialmente em relação às renováveis. “Em um passado recente, a viabilização de novos parques dependia de leilões realizados para abastecer o mercado regulado, agora contratos de longo prazo com os consumidores podem tornar grandes projetos possíveis”, comenta Araripe.

“Além dos imensos benefícios ambientais, os contratos de autoprodução de energia são também bastante estratégicos do ponto de vista econômico, porque oferecem economia e previsibilidade de custos”, destaca o executivo da Casa dos Ventos. O setor produtivo vive um momento de retomada e bons contratos no fornecimento de insumos importantes podem ser o diferencial da indústria para manter preços competitivos, realizar novos investimentos e gerar empregos, contribuindo para o reaquecimento da economia.